Da Editora Contexto - Valor: 30,00
Da Cortez Editora - Valor : 35,00




No famoso ensaio de abertura, "As ideias fora do lugar", Roberto Schwarz reflete sobre a comédia ideológica nacional representada pela disparidade entre a sociedade escravista e as ideias do liberalismo europeu. Deste olhar teórico mais amplo, passa, no segundo ensaio, à análise detalhada de Senhora, apontando as contradições da ficção de Alencar. Fecha o volume uma longa reflexão sobre a prática do favor e os primeiros romances de Machado de Assis: A mão e a luva, Helena e Iaiá Garcia. Um dos pontos de partida deste livro foi o resgate crítico do processo histórico armado por Antonio Candido na Formação da literatura brasileira: o estudo das relações entre forma literária e processo social nos inícios do romance brasileiro. Publicado em 1977, Ao vencedor as batatas provocou uma reviravolta na crítica machadiana. Visto em perspectiva histórica, conferiu feição nova ao ensaísmo de esquerda, por seu alto grau de originalidade e grande poder de fogo.
"Em que consiste a força do romance machadiano da grande fase? Há relação entre a originalidade de sua forma e as situações particulares à sociedade brasileira do século XIX? Que pensar do imenso desnível entre as Memórias póstumas de Brás Cubas e a nossa ficção anterior, incluídas aí as obras do mesmo Machado de Assis?" Estas as perguntas a que Roberto Schwarz procurou responder em Um mestre na periferia do capitalismo, publicado pela primeira vez em 1990. Saem os impasses característicos da ficção inicial de Machado e entra em cena um princípio formal de grande eficácia construtiva - a volubilidade do narrador - projetando as Memórias no horizonte universal das obras-primas. Neste trabalho, de inspiração materialista, o crítico aponta como as liberdades da prosa machadiana da maturidade atendem à formalização das relações de classe, cujo traço dominante é a ideologia ambivalente das elites brasileiras. Um ensaio capital.
Coletânea de artigos e conferências cuja preocupação principal é a literatura.Longe, porém de tratar o assunto com excessos teóricos e tentativas de interpretações originais, a autora prefere o diálogo franco com o leitor.
Valor: R$35,00

O romantismo foi e continua sendo uma das marcas registradas da cultura ocidental. Neste importante estudo, o psicanalista Jurandir Freire Costa mostra o que aconteceu com o amor quando se deslocou para o centro imaginário do ideal de felicidade pessoal. Os textos que compõem este livro não pretendem oferecer soluções para os dilemas do amor. Para o autor, uma maneira sensata de viver a emoção amorosa intensamente consiste em se desfazer das culpas que carregamos pelos fracassos que acumulamos e ao mesmo tempo rejeitar a condenação da paixão amorosa como delírio institucionalizado. No livro ?Sem fraude nem favor?, Jurandir Freire Costa analisa algumas das mais pertinazes ?intuições? sobre o amor. Assim, observamos como se desenvolveu a convicção de que o amor é um sentimento universal e natural, presente em todas as épocas e culturas. A noção do amor como sentimento irracional e incontrolável é discutida de maneira contundente. O autor chega também à questão mais delicada: a relação entre amor e felicidade. Cercado de violência, competição, frivolidade, superfluidade, egoísmo desenfreado e indiferença, o amor ergueu-se como uma fronteira entre o sujeito moral e a barbárie do mercado.


"Um fascinante passeio pela história da técnica e da linguagem humanas, recusando o alarmismo fácil que enxerga apocalipses a cada esquina." (Maria Ercilia, Folha de S. Paulo)
Valor: 35,00